Para escrever este texto, reportei-me à minha realidade profissional. Trabalho com educandos deficentes intelectuais, e neste ambiente, “tolerar” perpassa várias interpretações.
Tolerância não é uma palavra que comporta um modismo, pois desde o início do século XX já havia o reconhecimento, a idéia de “tolerável” para admitir um comportamento como aceitável. Locke já relatava em alguns de seus inscritos da Carta sobre a Tolerância, que Deus não havia concedido a nenhum homem o poder de decidir o que quizesse sobre o outro, sendo assim, nenhum homem poderia deixar também aos cuidados do outro a salvação de sua alma. O mesmo documento relata idéias de tolerância de ordem política, por considerar o homem um ser religioso e político. O que se deve analisar a respeito da tolerância é que as diferenças devem ser consideradas como condição para construção da coesão social, porém, não se permitindo injustiças e não aniquilando as diversidades.
A tolerância está de mãos dadas com a escola inclusiva. Neste ambiente, currículos, projetos e práticas pedagógicas devem se adaptar para acolher todos alunos. Lembrando que inclusão não é somente o aumento da taxa de matrículas na rede regular de ensino, mas uma permanência adequada e de qualidade na escola.
A tolerância é ponto de partida para inclusão de fato e não somente de espaço. Tolerância e escola contemporânea estão muito próximas da inclusão. O Respeito às diferenças não significa eliminá-las, mas compartilhar espaço, portanto, incluir não é tarefa paternal, mas é um direito. Para que o processo educacional seja de qualidade significativa, a instituição escolar tem que saber respeitar a concepção de sujeito e ter objetivos dentro de um projeto coletivo alicerçado em uma base de constante racionalização com tolerância à pluralidade de diferentes formas.
A tua realidade profissional é bem diferente da minha mas concordo com o teu texto onde "...A tolerância está de mãos dadas com a escola inclusiva. Neste ambiente, currículos, projetos e práticas pedagógicas devem se adaptar para acolher todos alunos...". Isso é um fator muito importante.
ResponderExcluirOlá,gostei muito de suas reflexões sobre tolerância e, confesso que ainda não tinha ainda parado para pensarsobre a realção educação inclusiva e tolerância desta maneira como você fez. Falar em educação inclusiva é falar na complexidade que abrange a educação, os grandes desafios que perpassam por nossa prática pedagógica. Incluir é pensar em todos os alunos!!
ResponderExcluirCom carinho, Helena Pokoieski
Vou aprender muito com seu lindo blog. Suas reflexões colaboram para que sejamos cada vez mais humanos e não apenas tolerantes, mas pessoas que reconhecem que a beleza da vida está nas diferenças. Parabéns, amiga!
ResponderExcluirLu, parabéns pelo seu texto! Parei para refletir sobre a questão do respeito e da tolerância... Ser tolerante é respeitar a regra de ouro: "Não fazer aos outros o que não gostaríamos que nos fizessem"; já respeitar é "Amar ao próximo como a nós mesmos". Diante disso, com a esperança de dias melhores, quem sabe poderemos vislumbrar um futuro em que SER DIFERENTE SERÁ NORMAL.
ResponderExcluirBjussss, Cau.
Lu adorei o seu texto. Parabéns!adorei quando você diz que "o respeito às diferenças não significa eliminá-las, mas compartilhar espaço, portanto,incluir nao é tarefa paternal e sim um direito," porque quanto mais nós respeitarmos as diferenças, aprendemos mais,nos valorizamos e valorizamos o outro, ou seja, crescemos como seres humanos.
ResponderExcluirLuciana adorei o seu bog e o assunto é muito importante... a inclusão esta na porta de cada escola...
ResponderExcluirOla colega parabéns pelo teu blog, com certeza a tolerância se faz presente na inclusão, o respeito também.Quando temos pessoas como tu, que respeitam os sujeitos com certeza é uma luz no final do túnel para a educação emancipatória.
ResponderExcluirabraços...Maria de Fatima